Monday, June 22, 2009

IRAQUE Cap. 5




Cont.

I

Já o Iraque bem vencido
Mas a Coligação não convencida
Não se cantam a vitória
Nem se sentem na glória

II

Pois que o medo era tanto
Não os deixavam no entanto
Ver o que defacto se passava
Quanto mais se esperava

III

Foram necessário passar três dias
Para saírem daquelas vias
E entrarem nos Hotéis
A fiscalizarem os pastéis


IV

De quarto em quartos foram andando
Alguns suspeitos foram encontrando
Tarefa Árdua e esquisita
Foi quando entraram na Mesquita


V

Nas ruas roubos se via
Gentes transportando, todavia
Mesmo nas barbas dos soldados
Tudo enquanto lhes apetecia

VI

Que estrondosa derrota
Para os aliados ali se nota
Impunes e impotentes, ali de pé
Vendo-os passando na roda pé


Praia, Março 2003

IRAQUE Cap. 6










Cont.

I
Buche cantou a vitória
Pondo América na Gloria
Anunciando fim da história
E dos combates sem Gloria


II

Cessaram todos combates
Da parte do monstro da guerra
Porém, seguiram os embates
Realizados por gentes da terra


III

Desde o discurso da fera
A bordo da grande fragata
Que a pobre gente se espera
Por uma retirada pacata

IV

Já que a coligação não sai
Começa a nova escalada
Com gente da terra que vai
Pondo bombas aí à farta

V

A luta muda de figura
A coligação passa à defesa
Com suicidas à mistura
Matando os mais indefesos

VI

Bombas arrebentam por todo lado
Dentro dos carros armadilhados
Matando vários soldados
Das tropas ali estacionadas


VII

Americanos reclamam a forma
Como são ali atacados
Não querendo carros armadilhados
Nem armas dos desgraçados


VIII
Não se lembram da aviação
Com toda aquela traição
Lançando bombas de acção
Matando gentes de então

IX

Mesmo assim não se vão embora
Só por causa do petróleo
Ficando ainda por ora
Encantados com o negro óleo

X
Bombas se estalam por todo lado
Matando seus próprios soldados
Mas ficam ali calados
Na esperança do outro lado...


XI

Até criaram Governo bonifrate
Com servidões de destaque
Com gentes da ordem de frades
Que passaram ao ataque


XII

Já passou mais de um ano
Após o discurso do fulano
Sobre a cessação do conflito
Mas continuam bem aflitos


XIII

A guerra não acabou,
Mas sim mudou
De bombas de aviação
Para bombas de reacção


XIV

Muitos soldados morreram
Também gentes da ONU pereceram
Muitas centenas se contam
De gentes que por lá ficaram

IRAQUE Cap. 7





Cont.


I

Finalmente Sadam foi preso
Será verdade ou confusão
Várias vezes saiu ileso
Da semelhante atrapalhação


II

Tudo só para enganar o Zé
Coitado, acredita em tudo
Que então se escrito ver...
Mas, será o fim de tudo!


III

Há críticos corajosos e destemidos
Que numa análise contestam tudo
Mas logo antes de serem comidos
Põe-se a milhas e ficam mudos!


IV

Sadam apareceu barbudo de cabeleira
Sentado num consultório numa cadeira
A tratar de dentes sem brincadeira
Esganado assim daquela maneira


V

São coisas que o Tio Sam faz
Há procura de uma boa paz
Tratando assim o pobre rapaz
Diante da câmara, num registo fugaz


VI

Mas são poucos que acreditam
No pouco que então viram
Médico esgravatando dente
Do homem com ar de demente

VII

Sadam é hoje um mito
Espalhado por todo o sitio
Como muitos o tem dito
Onde está, morto, vivo ou interdito

Praia, Junho 2004

IRAQUE Cap. 8


Cont.


I
Já, Sadam é morto, ali num cadafalso
Montado na zona de alta segurança
Parece até ser coisa falsa
A zona escolhida para essa matança

II
Pois, a justiça do inimigo
É com sentença a prior
Pergunta aos teus amigos
Se assim será a melhor


III
Sim, ali era lugar interdito
Só para gente de alta confiança
Mas, estavam lá os malditos
Que pertenciam à mesma aliança

IV
Posto a corda ao pescoço
Por um carrasco perverso
Ouvem-se escárnios dos monstros
Que estavam lá com os outros



V
Quando puxaram a corda
Seu pescoço partiu
O homem no meio da horda
Que o outro ali permitiu

VI
Morto, estendido no chão
Com seu pescoço quebrado
Ninguém teve a compaixão
Do falecido desgraçado

VII
Cumprida toda vingança
Exigida pelo tal fulano
Que tenta sua descartança
Dando a culpa aos tiranos

VIII
O Juiz que julgava os outros
Também foi julgado e condenado
Como foi o irmão do outro,
E ambos foram escortejados

IX
Sadam, nunca foi manso
Nem coisa que pareça ser
Mas há outros do mesmo transo
Que igual sorte deve merecer

X
Ainda assim, vai o Iraque
Com o seu medonho estandarte
De bombas, prisões e mortes
Até qu’o Alá lhe dê melhor sorte


Danvy, 15.02.07






















Saturday, May 3, 2008

SEMINUA



I
No terraço da tua casa
Exposta ao Sol escaldante
Vi-te, ali seminua
Somente em soutien e calcinhas

II
Tapei os olhos com as mãos
Para te não ver mais
Pois, mesmo assim assustado
Ainda te via, entre os dedos

III
Eras tu precisamente
Toda só de vermelha
Mas a roupa era tão pouca,
Poucochinha,
Que assim nada tapava

IV
Pois quase tudo se via
Somente, o que não aparecia
Era o pouco que a roupa tapava,
Mas não por de trás,
Onde quase tudo se via


Daniel Vieira
29.06.07



Monday, March 17, 2008

A DIFERENÇA



O Mundo como sempre, vai girando
Amanhecendo, clareando e anoitecendo
Como sempre vem acontecendo
Mas nós não, nós vamos perecendo

II
O dia brilha com o Sol, iluminando-o
Às vezes aparece limpo, nublado ou chovendo
Nós vamos crescendo, envelhecendo e morrendo
Essa é a forma, que nos vem acontecendo

III
O Mundo continua, em volta do Sol girando
Nós giramos em volta da velhice, acabando
Alguns cedo de mais, vão perecendo
Outros por cá continuam, aborrecendo

IV
Quando chove a água cai e corre como sempre
Mas nós não corremos como sempre
Nós vamos definhando a cada dia como sempre
Connosco cada dia é coisa diferente, como sempre

Daniel Vieira
24. Dez. 07

A MORTE



A Morte é o sonho suave
Que se eleva no firmamento
Voando como uma ave
Deixando para trás os lamentos

II
A Morte é o fim de tudo
Deixa muitas saudades
Entre os mais queridos
Que choram com soledade

III
É a dor que nos faz chorar
Com lamentos e aflições
Difícil é poder calar
Devido as grandes aflições

IV
A Morte é uma grande tristeza
É uma pena, é um desgosto total
É o acabar de tudo, com certeza
É a última separação e é fatal

Danvy, 05.0308