Monday, June 22, 2009

IRAQUE Cap. 8


Cont.


I
Já, Sadam é morto, ali num cadafalso
Montado na zona de alta segurança
Parece até ser coisa falsa
A zona escolhida para essa matança

II
Pois, a justiça do inimigo
É com sentença a prior
Pergunta aos teus amigos
Se assim será a melhor


III
Sim, ali era lugar interdito
Só para gente de alta confiança
Mas, estavam lá os malditos
Que pertenciam à mesma aliança

IV
Posto a corda ao pescoço
Por um carrasco perverso
Ouvem-se escárnios dos monstros
Que estavam lá com os outros



V
Quando puxaram a corda
Seu pescoço partiu
O homem no meio da horda
Que o outro ali permitiu

VI
Morto, estendido no chão
Com seu pescoço quebrado
Ninguém teve a compaixão
Do falecido desgraçado

VII
Cumprida toda vingança
Exigida pelo tal fulano
Que tenta sua descartança
Dando a culpa aos tiranos

VIII
O Juiz que julgava os outros
Também foi julgado e condenado
Como foi o irmão do outro,
E ambos foram escortejados

IX
Sadam, nunca foi manso
Nem coisa que pareça ser
Mas há outros do mesmo transo
Que igual sorte deve merecer

X
Ainda assim, vai o Iraque
Com o seu medonho estandarte
De bombas, prisões e mortes
Até qu’o Alá lhe dê melhor sorte


Danvy, 15.02.07






















Saturday, May 3, 2008

SEMINUA



I
No terraço da tua casa
Exposta ao Sol escaldante
Vi-te, ali seminua
Somente em soutien e calcinhas

II
Tapei os olhos com as mãos
Para te não ver mais
Pois, mesmo assim assustado
Ainda te via, entre os dedos

III
Eras tu precisamente
Toda só de vermelha
Mas a roupa era tão pouca,
Poucochinha,
Que assim nada tapava

IV
Pois quase tudo se via
Somente, o que não aparecia
Era o pouco que a roupa tapava,
Mas não por de trás,
Onde quase tudo se via


Daniel Vieira
29.06.07



Monday, March 17, 2008

A DIFERENÇA



O Mundo como sempre, vai girando
Amanhecendo, clareando e anoitecendo
Como sempre vem acontecendo
Mas nós não, nós vamos perecendo

II
O dia brilha com o Sol, iluminando-o
Às vezes aparece limpo, nublado ou chovendo
Nós vamos crescendo, envelhecendo e morrendo
Essa é a forma, que nos vem acontecendo

III
O Mundo continua, em volta do Sol girando
Nós giramos em volta da velhice, acabando
Alguns cedo de mais, vão perecendo
Outros por cá continuam, aborrecendo

IV
Quando chove a água cai e corre como sempre
Mas nós não corremos como sempre
Nós vamos definhando a cada dia como sempre
Connosco cada dia é coisa diferente, como sempre

Daniel Vieira
24. Dez. 07

A MORTE



A Morte é o sonho suave
Que se eleva no firmamento
Voando como uma ave
Deixando para trás os lamentos

II
A Morte é o fim de tudo
Deixa muitas saudades
Entre os mais queridos
Que choram com soledade

III
É a dor que nos faz chorar
Com lamentos e aflições
Difícil é poder calar
Devido as grandes aflições

IV
A Morte é uma grande tristeza
É uma pena, é um desgosto total
É o acabar de tudo, com certeza
É a última separação e é fatal

Danvy, 05.0308





Thursday, February 28, 2008

CÔR MORENA






I

Tua cor morena trigueiral
Linda em Angra entre muitas
Bronzeada pela natureza Tropical
Airosa como poucas ali fortuita

II

Quem pudera ter em mão
Coisa assim pouco em vão
Até lambia o pé, à coxa acima
Até que tudo então se prima

III

Cor morena até da sorte
Pouco vista ali no Norte
Quem a vê sente mais forte
Uma paixão até à morte

IV

És linda e muito bela
O teu corpo ideal
Por um encontro especial
Numa noite de vela


Danvy 15.05.06

Monday, February 11, 2008

FOGO DO INFERNO

Será o fogo do inferno?



È lume por todo o lado.
Deve ser muito quente

O INFERNO EXISTE?


O INFERNO EXISTE?
I
Será que o inferno existe?
Ou são histórias que se contam
Mas muita gente insiste
Nesta história diabólica

II
O calor que por lá se faz
Como muita gente atesta
São ideias que vem de trás
Das mentes destas bestas

III
Será que o inferno existe?
Ou não! Não há Inferno?
Então, porque persistem
Nessa história eterna

IV
Dizem que lá se torram
Num caldeirão maior do mundo
Coitados dos que lá moram
Naquele buracão profundo

V
Como se diz, tudo aí é muito quente
Não há ar fresco nem ventoinhas
Nada disso estão lá presentes
Nem uma gota d’água geladinha

VI
O medo ainda é mais forte
Todos ficam horrorizados
Temendo o dia da morte
Que os tornam apavorados

VII
Falam que lá tudo é medonho
Onde idealizam coisas más
Tudo parece muito enfadonho
Atormentando ainda mais

VIII
Dizem que o sítio é tão cheio de lume
Ardente, quente e muito potente
Cheirando um mau perfume
Daquilo que está lá ardendo


IX
Aquilo ali é levado à breca
Desde os tempos remotos
Quanto mais agora nesta época
Que há mortos por terramotos

X
Assim rezam e cantam
Para fugir a maldição
Gritos de clemência se ouvem
Para evitar a condenação

XI
Será que o Inferno existe, ou não!
Então! Que há, de perversa menção?
Conta tudo dessa tradição
Se há certeza nessa criação

Daniel vieira,
10.11. 07