Thursday, July 19, 2007
OFERTAS AOS NETOS E NETAS
I
Aos meus Netos
Deixo-os uma palavra de amor
Às minhas netas
Ofereço-lhes um raminho de flor
II
Tenho Netas e Netos
Lindos como uma flor
Vivem debaixo de um teto
Que o Avô fez com amor
III
Àqueles que já são adultos
E bem longe vivem agora
Deixo-os uma dedicação astuta
Para encoraja-los a qualquer hora
IV
Aos outros ainda mais novos
Que de mim bem precisarão
Ofereço-lhes um amor carinhoso
Para enche-los seus corações
V
São todas minhas sementes
Espalhadas por aí ao acaso
Deixando rastos semelhantes
Algures, por aí ao acaso
VI
É coisa que está acontecendo
Quando um Neto nascer
Outros mais vão aparecendo
Se assim ainda o merecer
Daniel Vieira, 12.02 07
Friday, July 13, 2007
CONTINENTES

Um poucochinho de história
AMÉRICA DO NORTE
América do Norte, é o segundo maior dos continentes, muito gelada ao Norte e estéril, mas ao Sul apresenta grandes florestas tropicais húmidas e desertos extensos. A Ocidente levanta uma cordilheira montanhosa e escarpada que vai desde a América do Sul ao Alasca no Norte.
AMÉRICA DO SUL
Os Andes dominam a América do Sul, erguendo-se a Ocidente numa longa crista rochosa de montanhas e planaltos elevados. Na bacia do Amazonas, uma ampla depressão onde o impetuoso rio Amazonas transporta água para o mar numa torrente lamacenta, encontra-se uma selva cerrada e florestas tropicais húmidas.
ÁFRICA
A África é um continente antigo e fortemente desgastado pela erosão. Possui poucas cordilheiras montanhosas importantes e a sua superfície apresenta-se coberta de extensos desertos e de florestas tropicais húmidas cerradas. O Grande Vale do Rift rasga, como uma cicatriz, a paisagem do Leste, e é constituído por vales profundos e picos vulcânicos afiados.
ÁSIA
A Ásia é a maior de todos os continentes, aí estão os pontos mais altos, e os mais baixos da terra. Os imponentes Himalaias levantam-se no centro do continente com uma séries de picos escarpados. Ao Norte, surgem as intermináveis planícies geladas da Sibéria. Ao Sul temos o Sub continente Indiano e as muitas ilhas do Sudeste Asiático.
EUROPA
A Europa é o segundo Continente mais pequeno da Terra. Ocupa a extremidade ocidental da enorme massa de terra denominada Eurásia. No Norte existem velhas montanhas fortemente desgastadas pela erosão, enquanto que no Sul se encontra a extensa Planície Norte Europeia e montanhas muito mais recentes, de cumes aguçados, como os Alpes.
AUSTRALÁSIA E OCEÂNIA
A miríade de pequenas ilhas dispersas pelo Oceano Pacífico e a grande massa continental da Austrália formam o continente mais fragmentado da Terra.
A Austrália é plana, estável e, em grande parte deserta, enquanto que muitas das ilhas que as rodeiam são montanhosas e têm actividades vulcânicas, situando-se em volta da orla do “Anel de Fogo” do Pacífico.
Antártida
A Antártida é um continente de extremos. É o mais frio, mais seco, mais gelado, mais ventoso e mais inóspito da Terra e está rodeado pelos oceanos mais tempestuosos. A maior parte do seu solo rochoso apresenta-se escondida sob a maior camada de gelo do Mundo.
Após a sua descoberta no século XIX, alguns exploradores alcançaram o ponto mais meridional da Terra, Pólo Sul. A temperatura mínima chega a 89,2º C abaixo do zero, em certos locais, e, a máxima também pode chegar, a determinados locais, a 15º C positivo.
Árctico
O Árctico é um continente gelado no extremo setentrional do Mundo; um extenso oceano coberto de gelo, circundado pelas extremidades geladas do Norte da Ásia, da Europa e da América do Norte.
Sob o oceano encontram-se uma série de bacias profundas e cordilheiras de cumes afiados. A terra que cerca o mar está quase sempre congelada. A vida marinha é abundante no oceano, especialmente ao largo da costa setentrional da Europa. Lugar mais quente, a máxima é de 37º C positivo e o ponto mais frio tem a temperatura mínima de 68º C. abaixo do zero.
SÃO TIAGO DE CABO VERDE
Aeroporto da Praia
Ao descer o Abobreiro
Interior de S. Tiago tempo das Águas
Tempo chuvoso nas encostas do Djunco
I
Ali vejo um pico
Além vejo uma colina
E daqui deste pico
Vejo uma Linda menina
II
Vejo montes
Vejo serras
Também vejo fontes
Regando lindas terras
III
Com ruas em pedregulhos
Com rampas fumarentas
Com estradas empedradas
E com avenidas poeirentas
IV
Quando chove
É água abundante
Depois se move
Para uma seca permanente
V
Os vales e as ravinas
São os que abundam de verdade
As pedras e cheiros a urina
Vivem aqui em liberdade
VI
Ruas sujas
Esburacadas e perigosas
Praças nuas
Desencantadas, mas gostosas
VII
Também há,
Locais verdes, encantadoras,
O que não há,
São trabalhos duradouros
VIII
Trabalho afinco
É interesse de primeira
Mas, quando brinco
Se exaltam de que maneira
IX
É mesmo assim hoje em dia,
Não se trabalham só p’ra cachupa
Mas, assim sendo, todavia
Se vivem em chupa-chupa
X
Cabo Verde minha terra
Não sejas uma ferra,
Aqui, pois nasci
E para ti, vivi
Março 2006
Daniel Vieira
Tempo chuvoso nas encostas do Djunco
I
Ali vejo um pico
Além vejo uma colina
E daqui deste pico
Vejo uma Linda menina
II
Vejo montes
Vejo serras
Também vejo fontes
Regando lindas terras
III
Com ruas em pedregulhos
Com rampas fumarentas
Com estradas empedradas
E com avenidas poeirentas
IV
Quando chove
É água abundante
Depois se move
Para uma seca permanente
V
Os vales e as ravinas
São os que abundam de verdade
As pedras e cheiros a urina
Vivem aqui em liberdade
VI
Ruas sujas
Esburacadas e perigosas
Praças nuas
Desencantadas, mas gostosas
VII
Também há,
Locais verdes, encantadoras,
O que não há,
São trabalhos duradouros
VIII
Trabalho afinco
É interesse de primeira
Mas, quando brinco
Se exaltam de que maneira
IX
É mesmo assim hoje em dia,
Não se trabalham só p’ra cachupa
Mas, assim sendo, todavia
Se vivem em chupa-chupa
X
Cabo Verde minha terra
Não sejas uma ferra,
Aqui, pois nasci
E para ti, vivi
Março 2006
Daniel Vieira
Tuesday, July 3, 2007
CASA DI DONANA
I
N'dichi Rubera tâ corré
N'odja boi na trapiche tâ roda
Guentis na bera tâ scorre
Calda qui s'tâ cai na parola
II
Canto n'tjiga ês mandan logo pâ fila
Pan s'pera nha bês, pã dâ um golpe
Di grogo cana- cana qui s'tâ cu Mila
Antis n'subi, pâ casa di Donana,
Mudjer di fama, dona di Santana
III
Ali canto n'tjiga, ê flan pã chinta,
Pã obi cusa quin ncâ sabeba,
Cusa quê flan, si manta ê pinta,
Ê flan mâ nen N'toni nen Beba,
Câ tem grogo cima el
Pã bebel à vontade,
Pã sumaral, pã odjal,
Pã flal cu verdade,
Mó quin 'n'tâ atjal
IV
‘N flal! Donana, Avé Maria Cheia di Graça
Grogo di nha câ tem mas graça
Pamodi n'panha um moco, quin bá na mó
Na mó di omis, qui .leban na pó
V
Grogo di nha ê câ brincadera,
Pâ más qui nho bebel,
Más nho crê bebe,
Tó qui nho panha, quel bom bebedera
VI
Óh! Nha Donana, nha dechan bai
Dili de Santana pâ nha rubera
Óh! Quin n'tjiga , n'tâ manda um balei
Um balei di cusas, di tudo cordera
Pâ famada Donana, quê câ brincadera
Julho de 1987
Danvieira
N'dichi Rubera tâ corré
N'odja boi na trapiche tâ roda
Guentis na bera tâ scorre
Calda qui s'tâ cai na parola
II
Canto n'tjiga ês mandan logo pâ fila
Pan s'pera nha bês, pã dâ um golpe
Di grogo cana- cana qui s'tâ cu Mila
Antis n'subi, pâ casa di Donana,
Mudjer di fama, dona di Santana
III
Ali canto n'tjiga, ê flan pã chinta,
Pã obi cusa quin ncâ sabeba,
Cusa quê flan, si manta ê pinta,
Ê flan mâ nen N'toni nen Beba,
Câ tem grogo cima el
Pã bebel à vontade,
Pã sumaral, pã odjal,
Pã flal cu verdade,
Mó quin 'n'tâ atjal
IV
‘N flal! Donana, Avé Maria Cheia di Graça
Grogo di nha câ tem mas graça
Pamodi n'panha um moco, quin bá na mó
Na mó di omis, qui .leban na pó
V
Grogo di nha ê câ brincadera,
Pâ más qui nho bebel,
Más nho crê bebe,
Tó qui nho panha, quel bom bebedera
VI
Óh! Nha Donana, nha dechan bai
Dili de Santana pâ nha rubera
Óh! Quin n'tjiga , n'tâ manda um balei
Um balei di cusas, di tudo cordera
Pâ famada Donana, quê câ brincadera
Julho de 1987
Danvieira
Tuesday, June 19, 2007
FILHOS
I
Filhos meus
Gente nova
Nados com Deus
Na mesma alcova
II
Nasceram
Dum doce amor
E parecem
Com a mesma flor
III
Foram crescendo
Num pequeno teto
São todos
Nados do mesmo feto
IV
Nascidos do nada
Ou dum amor ardente
Vivem encantado
Naturalmente
V
Esperam por algo
Ou coisa mais
Preferem diálogoComo dos pais
VI
Esperam por mais
Não coisa aparente
Nem para trás
Porque têm a mente
VII
Querem à frente
Ou coisa valente
Não se mentem
Especialmente
VIII
Sabem falar
Correctamente
Pensem aumentar
Discretamente
IX
Mais uma vez
Nada temeram
Esperaram a vez
E conseguiram
X
Tudo se arruma
Com grande paciência
Na mesma turma
Com tanta eminência
XI
Falam por todos
Com muita certeza
Vivem com modos
Que é uma beleza
XII
Trabalham afinco
Com boa coragem
Eles não brincam
Na sua abordagem
XIV
Foram versos curtos
De quadras soltas
Não é do surto
Que tu apontas
XV
Filhos meus
Acabaram meus versos
E com Deus
Façam os vossos
Daniel Vieira, 25.02.07
Filhos meus
Gente nova
Nados com Deus
Na mesma alcova
II
Nasceram
Dum doce amor
E parecem
Com a mesma flor
III
Foram crescendo
Num pequeno teto
São todos
Nados do mesmo feto
IV
Nascidos do nada
Ou dum amor ardente
Vivem encantado
Naturalmente
V
Esperam por algo
Ou coisa mais
Preferem diálogoComo dos pais
VI
Esperam por mais
Não coisa aparente
Nem para trás
Porque têm a mente
VII
Querem à frente
Ou coisa valente
Não se mentem
Especialmente
VIII
Sabem falar
Correctamente
Pensem aumentar
Discretamente
IX
Mais uma vez
Nada temeram
Esperaram a vez
E conseguiram
X
Tudo se arruma
Com grande paciência
Na mesma turma
Com tanta eminência
XI
Falam por todos
Com muita certeza
Vivem com modos
Que é uma beleza
XII
Trabalham afinco
Com boa coragem
Eles não brincam
Na sua abordagem
XIV
Foram versos curtos
De quadras soltas
Não é do surto
Que tu apontas
XV
Filhos meus
Acabaram meus versos
E com Deus
Façam os vossos
Daniel Vieira, 25.02.07
AQUI JAZ
I
Aqui jaz,
É a Campa da minha mãe
Aqui trás,
Muitas recordações também
II
Nesse pequeno espaço de terra
Repousa toda a minha admiração
Ao Ente, que me deixou nessa espera
E me alegrava com muita atenção
III
Desde o seu desaparecimento
Dela, a minha mãe eu me lamento
O meu coração muito sentido
Com lembranças do seu passado
6.07.06 Daniel Vieira
Aqui jaz,
É a Campa da minha mãe
Aqui trás,
Muitas recordações também
II
Nesse pequeno espaço de terra
Repousa toda a minha admiração
Ao Ente, que me deixou nessa espera
E me alegrava com muita atenção
III
Desde o seu desaparecimento
Dela, a minha mãe eu me lamento
O meu coração muito sentido
Com lembranças do seu passado
6.07.06 Daniel Vieira
OS VENTOS
Com o soprar dos ventos a natureza quer mostrar que tudo isso, é um bem feliz, pois, ela reage assim, com o seu vento, de modo a suavizar o clima, moderando-o e, com o nascer, o verdejar dos campos que isso provoca a troca dos seus componentes químicos, necessários à existência das criaturas que vivem nesse planeta.
Como sabemos, ainda a vida necessita do ar, como vento, porque a nossa sobrevivência também depende disso, pois o vento é o ar em movimento devido ao desequilíbrio das pressões atmosféricas provocadas pelas desigualdades de temperatura. Serve o vento para fazer a mistura do ar, onde esteja mais quente a mistura-lo com o mais frio e, assim se ameniza o clima, em nosso proveito.
Tudo isso sim, mas não as ventanias, os ventos ciclónicos, os tornados os tufões, e outros de maligna espécie, os “rebelados”, que são os desarranjos atmosféricos que levam tudo para o azar, para a matança, para a desgraça, enfim…
Pois esses não.
Daniel Vieira 2007
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