I
Aqui jaz,
É a Campa da minha mãe
Aqui trás,
Muitas recordações também
II
Nesse pequeno espaço de terra
Repousa toda a minha admiração
Ao Ente, que me deixou nessa espera
E me alegrava com muita atenção
III
Desde o seu desaparecimento
Dela, a minha mãe eu me lamento
O meu coração muito sentido
Com lembranças do seu passado
6.07.06 Daniel Vieira
Tuesday, June 19, 2007
OS VENTOS
Com o soprar dos ventos a natureza quer mostrar que tudo isso, é um bem feliz, pois, ela reage assim, com o seu vento, de modo a suavizar o clima, moderando-o e, com o nascer, o verdejar dos campos que isso provoca a troca dos seus componentes químicos, necessários à existência das criaturas que vivem nesse planeta.
Como sabemos, ainda a vida necessita do ar, como vento, porque a nossa sobrevivência também depende disso, pois o vento é o ar em movimento devido ao desequilíbrio das pressões atmosféricas provocadas pelas desigualdades de temperatura. Serve o vento para fazer a mistura do ar, onde esteja mais quente a mistura-lo com o mais frio e, assim se ameniza o clima, em nosso proveito.
Tudo isso sim, mas não as ventanias, os ventos ciclónicos, os tornados os tufões, e outros de maligna espécie, os “rebelados”, que são os desarranjos atmosféricos que levam tudo para o azar, para a matança, para a desgraça, enfim…
Pois esses não.
Daniel Vieira 2007
Wednesday, June 13, 2007
LINDA MORENA
Linda morena
És tu Maria
Não sinto pena
Em tirar-te uma fatia
II
Da tua boca
Oh! Misse Glória
Não sejas louca
Dê-me a Vitória
III
Deixa-me te amar
Oh! Doce Varela
És como o mar
Coisa mais bela
IV
Mesmo por um dia
Oh! Linda marota
Porque no Céu eu via
O teu amor garota
30/06/06 Daniel Vieira
Linda morena
És tu Maria
Não sinto pena
Em tirar-te uma fatia
II
Da tua boca
Oh! Misse Glória
Não sejas louca
Dê-me a Vitória
III
Deixa-me te amar
Oh! Doce Varela
És como o mar
Coisa mais bela
IV
Mesmo por um dia
Oh! Linda marota
Porque no Céu eu via
O teu amor garota
30/06/06 Daniel Vieira
Sunday, June 10, 2007
DORMINDO AO FRIO
I
Dormindo a primeira noite ao frio
Tremendo tanto, ficando esgotado
Perdendo as forças, ficando sem brio
E sentindo mesmo, muito magoado
II
A noite ficava cada vez mais escura
O Sol desaparecera, mas a Lua não vinha
Sem uma esperança, nem uma ternura
Que lhe enchesse a alma, quando caminha
III
A solidão chegava, com muito horror
Vento soprava, aumentando a dor
A noite avançava, como um terror
Tudo gelava, ali ao redor
IV
A madrugada chegava aliviando a dor
O galo cantava, anunciando o calor
Do novo dia com muito amor
E o Sol surgia, com muito valor
V
Mais um dia se passava
Mais outra noite se aproximava
Mais frio à brava
Mais um galo se cantava
VI
Mais uma noite ao relento
Vendo tudo muito lento
Só estrelas no céu correndo
Deixando rastos se desfazendo
VII
Deitado num colchão de papelão
Sem mais nada, nem sequer um pão
Nem agasalho, roto ali no chão
Vivendo toda aquela maldição
VIII
Deixar a casa, deixar a família
Fugir dali, pondo-se a milha
Pobre de espírito, bendito filho
A fugir dos pais, para outro trilho
IX
Vivendo suplícios, vivendo em bandos
Juntamente com outros malandros
Sujos, mal cheirosos, sempre roubando
Ora pedindo, nem sempre encontrando
X
Lembrou-se da primeira noite, fora de casa
No gelado da rua, ao frio que abraça
Num canto deitado, ao vento que passa
Sem nada, com fome, nem uma carcaça
XI
Lembrando da casa, com tudo um pouco
Lembrando dos pais, ficando atormentado
Lembrando os irmão, ao calor do fogo
Volta para casa, correndo como um louco
22.03.04
Danvieira
Dormindo a primeira noite ao frio
Tremendo tanto, ficando esgotado
Perdendo as forças, ficando sem brio
E sentindo mesmo, muito magoado
II
A noite ficava cada vez mais escura
O Sol desaparecera, mas a Lua não vinha
Sem uma esperança, nem uma ternura
Que lhe enchesse a alma, quando caminha
III
A solidão chegava, com muito horror
Vento soprava, aumentando a dor
A noite avançava, como um terror
Tudo gelava, ali ao redor
IV
A madrugada chegava aliviando a dor
O galo cantava, anunciando o calor
Do novo dia com muito amor
E o Sol surgia, com muito valor
V
Mais um dia se passava
Mais outra noite se aproximava
Mais frio à brava
Mais um galo se cantava
VI
Mais uma noite ao relento
Vendo tudo muito lento
Só estrelas no céu correndo
Deixando rastos se desfazendo
VII
Deitado num colchão de papelão
Sem mais nada, nem sequer um pão
Nem agasalho, roto ali no chão
Vivendo toda aquela maldição
VIII
Deixar a casa, deixar a família
Fugir dali, pondo-se a milha
Pobre de espírito, bendito filho
A fugir dos pais, para outro trilho
IX
Vivendo suplícios, vivendo em bandos
Juntamente com outros malandros
Sujos, mal cheirosos, sempre roubando
Ora pedindo, nem sempre encontrando
X
Lembrou-se da primeira noite, fora de casa
No gelado da rua, ao frio que abraça
Num canto deitado, ao vento que passa
Sem nada, com fome, nem uma carcaça
XI
Lembrando da casa, com tudo um pouco
Lembrando dos pais, ficando atormentado
Lembrando os irmão, ao calor do fogo
Volta para casa, correndo como um louco
22.03.04
Danvieira
A CHUVA DO NIMBO
O sentir a vida em sossego, o saborear dessa oportunidade presenciando uma chuva a desprender-se das negras nuvens do Céu que abaixaram com o efeito e, consequentemente, regam os campos onde tudo vai nascer e verdejar para a felicidade de uma sociedade comum, alimentando os sonhos dos que se encontram entre os mais diversos seres da natureza.
Novamente o ciclo se repete alimentando um outro sonho, com novas chuvas, novas esperanças e novas lidas, são as profecias que as ramagens dos altos cirros indicam dando mais oportunidades com mais chuvas e a repetição de tudo passado como também o chocalhar das árvores, o cantar dos pássaros, um gemido ou uivar dos cães que, de bem longe sentem o aproximar dessa esperança.
Novamente o ciclo se repete alimentando um outro sonho, com novas chuvas, novas esperanças e novas lidas, são as profecias que as ramagens dos altos cirros indicam dando mais oportunidades com mais chuvas e a repetição de tudo passado como também o chocalhar das árvores, o cantar dos pássaros, um gemido ou uivar dos cães que, de bem longe sentem o aproximar dessa esperança.
SETEMBRO DJA BEM
I
Tchuba dja tchobi
Bordolega pâ tudo cabo dja tem
Nôs guentis nhôs ôbi
Ma Setembro dja bem
II
Ê grogo na boca
Ê Tchuba na costa
Na planta mandioca
Na tudo encosta
III
Midjo cu fijon dja nâce
Tchuba tudo dia qui manche
Ê lama lâ fora na strada
Ê caminho na rotcha qui straga
IV
Nu pêga enxada na mó
Câ decha padja passano
Pâ nu câ bem mondal cu mó
Si nu cré cumida ês ano
1988
Danvieira
Tchuba dja tchobi
Bordolega pâ tudo cabo dja tem
Nôs guentis nhôs ôbi
Ma Setembro dja bem
II
Ê grogo na boca
Ê Tchuba na costa
Na planta mandioca
Na tudo encosta
III
Midjo cu fijon dja nâce
Tchuba tudo dia qui manche
Ê lama lâ fora na strada
Ê caminho na rotcha qui straga
IV
Nu pêga enxada na mó
Câ decha padja passano
Pâ nu câ bem mondal cu mó
Si nu cré cumida ês ano
1988
Danvieira
O SOSSEGO DO CAMPO
É no sossego do campo, no chocalhar das folhas das árvores, no cantar dos pássaros, voando sobre nós, que a vida se prime pela sua excelência desse próprio viver…
E no campo o viver é assim! Com o punho cerrado e a enxada na mão, ouvindo o borbulhar das águas correndo entre pedras alimentando o milheiral que nasce ao lado de outras ervas, o florescer das plantas que enchem o vazio desses lugares cultivados para uma esperança e uma ansiedade febril para uma colheita que enche a vontade de um pobre pecador em obtê-lo assim desta maneira.
E no campo o viver é assim! Com o punho cerrado e a enxada na mão, ouvindo o borbulhar das águas correndo entre pedras alimentando o milheiral que nasce ao lado de outras ervas, o florescer das plantas que enchem o vazio desses lugares cultivados para uma esperança e uma ansiedade febril para uma colheita que enche a vontade de um pobre pecador em obtê-lo assim desta maneira.
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