O sentir a vida em sossego, o saborear dessa oportunidade presenciando uma chuva a desprender-se das negras nuvens do Céu que abaixaram com o efeito e, consequentemente, regam os campos onde tudo vai nascer e verdejar para a felicidade de uma sociedade comum, alimentando os sonhos dos que se encontram entre os mais diversos seres da natureza.
Novamente o ciclo se repete alimentando um outro sonho, com novas chuvas, novas esperanças e novas lidas, são as profecias que as ramagens dos altos cirros indicam dando mais oportunidades com mais chuvas e a repetição de tudo passado como também o chocalhar das árvores, o cantar dos pássaros, um gemido ou uivar dos cães que, de bem longe sentem o aproximar dessa esperança.
Sunday, June 10, 2007
SETEMBRO DJA BEM
I
Tchuba dja tchobi
Bordolega pâ tudo cabo dja tem
Nôs guentis nhôs ôbi
Ma Setembro dja bem
II
Ê grogo na boca
Ê Tchuba na costa
Na planta mandioca
Na tudo encosta
III
Midjo cu fijon dja nâce
Tchuba tudo dia qui manche
Ê lama lâ fora na strada
Ê caminho na rotcha qui straga
IV
Nu pêga enxada na mó
Câ decha padja passano
Pâ nu câ bem mondal cu mó
Si nu cré cumida ês ano
1988
Danvieira
Tchuba dja tchobi
Bordolega pâ tudo cabo dja tem
Nôs guentis nhôs ôbi
Ma Setembro dja bem
II
Ê grogo na boca
Ê Tchuba na costa
Na planta mandioca
Na tudo encosta
III
Midjo cu fijon dja nâce
Tchuba tudo dia qui manche
Ê lama lâ fora na strada
Ê caminho na rotcha qui straga
IV
Nu pêga enxada na mó
Câ decha padja passano
Pâ nu câ bem mondal cu mó
Si nu cré cumida ês ano
1988
Danvieira
O SOSSEGO DO CAMPO
É no sossego do campo, no chocalhar das folhas das árvores, no cantar dos pássaros, voando sobre nós, que a vida se prime pela sua excelência desse próprio viver…
E no campo o viver é assim! Com o punho cerrado e a enxada na mão, ouvindo o borbulhar das águas correndo entre pedras alimentando o milheiral que nasce ao lado de outras ervas, o florescer das plantas que enchem o vazio desses lugares cultivados para uma esperança e uma ansiedade febril para uma colheita que enche a vontade de um pobre pecador em obtê-lo assim desta maneira.
E no campo o viver é assim! Com o punho cerrado e a enxada na mão, ouvindo o borbulhar das águas correndo entre pedras alimentando o milheiral que nasce ao lado de outras ervas, o florescer das plantas que enchem o vazio desses lugares cultivados para uma esperança e uma ansiedade febril para uma colheita que enche a vontade de um pobre pecador em obtê-lo assim desta maneira.
Saturday, June 9, 2007
DE SOSSEGO EM SOSSEGO A CALMA APARENTE
O baloiçar de um barco, a calma que nos faz … as ondas suaves do mar, o sossego que nos dá… vem alimentar a paz do espírito, tonificar o corpo cansado das labutas diárias. O sossego, que nos imprime as ondas suaves, preenche o vazio que em nós existe pela perda da energia. Pelo irregular pensamento que o peso de uma má consciência nos faz sentir, pela falta da pontualidade no labor das coisas
COITADOS DA RUA
I
Coitados da rua
Ou alma penada
Podem estar nua
Por falta danada
II
Fazem no por gosto
Ou é o destino
Sofrem desgosto
Com muito atino
III
Todos reclamam
Dos pobres coitados
Mas ninguém se clama
Pelos pobres danados
IV
São sofredores
Ou fazem de caso
Como os malfeitores
Que provocam atrasos
V
São tão dementes
Ou coisa aparente
Vem das sementes
E reproduzem bastantes
VI
Andam sujos e rotos
Tão aporcalhados
Fazem no por gosto
Ou pelo desgosto
VII
São almas assombradas
Ou gente abandonadas
Que vem pela cala
Toda desanimada
VIII
Outros são bêbados
Com muita folia
Tão abismados
Com muita fúria
IX
Gritam ou dançam
Com a mesma força
Todos se espantam
Como uma corça
X
São doidos varridos
Ou mesmo perdidos
Parecem perversos
Com caras de avesso
XI
São mesmo da rua
Ali se pactuam
Com grande aversão
Deles que lá estão
XII
Gente bandalha
Ou mesmo espantalho
Aborrecem a todos
Quando estão bêbados
XIII
Ponto final
É coisa a fazer
Esquece-los de vez
Sem dar um sinal
Danvy, 26.2.07
I
Coitados da rua
Ou alma penada
Podem estar nua
Por falta danada
II
Fazem no por gosto
Ou é o destino
Sofrem desgosto
Com muito atino
III
Todos reclamam
Dos pobres coitados
Mas ninguém se clama
Pelos pobres danados
IV
São sofredores
Ou fazem de caso
Como os malfeitores
Que provocam atrasos
V
São tão dementes
Ou coisa aparente
Vem das sementes
E reproduzem bastantes
VI
Andam sujos e rotos
Tão aporcalhados
Fazem no por gosto
Ou pelo desgosto
VII
São almas assombradas
Ou gente abandonadas
Que vem pela cala
Toda desanimada
VIII
Outros são bêbados
Com muita folia
Tão abismados
Com muita fúria
IX
Gritam ou dançam
Com a mesma força
Todos se espantam
Como uma corça
X
São doidos varridos
Ou mesmo perdidos
Parecem perversos
Com caras de avesso
XI
São mesmo da rua
Ali se pactuam
Com grande aversão
Deles que lá estão
XII
Gente bandalha
Ou mesmo espantalho
Aborrecem a todos
Quando estão bêbados
XIII
Ponto final
É coisa a fazer
Esquece-los de vez
Sem dar um sinal
Danvy, 26.2.07
1.
TERRA DA MINHA VIDA
I
Nasci na Terra da minha vida
Cresci na saudosa Assomada
Fui menino dessa grande vila
Vivo hoje longe dessa terra amada
II
Lembro da Achada“Riba”ao Nhagar
Do Galego ao Rincão
São lembranças que me fazem ganhar
Saudades no meu coração
III
Há ainda a Ribeira da Barca
Volta do Monte, Achada “Lém”
Tudo me faz lembrar
O meu tempo ali também
IV
Lembro dos Engenhos à Boa Entrada
Atravessando a “Vila” toda
Lembro bem dessa caminhada
Que eu fazia quase à toa
V
Ali cresci com alegria
Jogando a bola, no terraço do Mercado
Sendo enxotado todos os dias
Pelo enfurecido empregado
VI
Lembro do seu nome, Nho Cerilho,
Com o seu crioulo das ilhas
Gritava com grande brio
Pondo nos todos a milha
VII
Lembro do Tarafalinho à Maria Cimoa
Do Gil Bispo à Lagoa
Do Balantim que tocava cimboa
São memórias que me magoam
VIII
Do Monte Tiro ao Monte Viúva
De Entre Picos ao Berianda
Dos pavões ornados, do cão que uiva
São lembranças que me comandam
IX
Lembro da Pedra Barro ali bem perto,
Do Mato Sanches dali tão longe
São locais que estão abertos
Como um sino quando tange
X
A nossa casa no Cutelo e “Lém” Vieira
O Portãozinho do Cerrado
Dos eucaliptos aos cafeeiros
São lembranças encerradas
XI
Lembro a minha avó em “Lém” Vieira
A minha mãe lá em casa
São gentes da minha aldeia
Ai que saudades me abrasam
XII
Da minha Avó trago saudades,
Da minha mãe recordações
Do meu Pai sinto afagos
Quando estou em evocações
XIII
Agora tudo ficou no passado
Recordações que deixei
São coisas muito pesadas
Que foram ficando por onde andei
24 e 25. 06. 04
Danvieira
TERRA DA MINHA VIDA
I
Nasci na Terra da minha vida
Cresci na saudosa Assomada
Fui menino dessa grande vila
Vivo hoje longe dessa terra amada
II
Lembro da Achada“Riba”ao Nhagar
Do Galego ao Rincão
São lembranças que me fazem ganhar
Saudades no meu coração
III
Há ainda a Ribeira da Barca
Volta do Monte, Achada “Lém”
Tudo me faz lembrar
O meu tempo ali também
IV
Lembro dos Engenhos à Boa Entrada
Atravessando a “Vila” toda
Lembro bem dessa caminhada
Que eu fazia quase à toa
V
Ali cresci com alegria
Jogando a bola, no terraço do Mercado
Sendo enxotado todos os dias
Pelo enfurecido empregado
VI
Lembro do seu nome, Nho Cerilho,
Com o seu crioulo das ilhas
Gritava com grande brio
Pondo nos todos a milha
VII
Lembro do Tarafalinho à Maria Cimoa
Do Gil Bispo à Lagoa
Do Balantim que tocava cimboa
São memórias que me magoam
VIII
Do Monte Tiro ao Monte Viúva
De Entre Picos ao Berianda
Dos pavões ornados, do cão que uiva
São lembranças que me comandam
IX
Lembro da Pedra Barro ali bem perto,
Do Mato Sanches dali tão longe
São locais que estão abertos
Como um sino quando tange
X
A nossa casa no Cutelo e “Lém” Vieira
O Portãozinho do Cerrado
Dos eucaliptos aos cafeeiros
São lembranças encerradas
XI
Lembro a minha avó em “Lém” Vieira
A minha mãe lá em casa
São gentes da minha aldeia
Ai que saudades me abrasam
XII
Da minha Avó trago saudades,
Da minha mãe recordações
Do meu Pai sinto afagos
Quando estou em evocações
XIII
Agora tudo ficou no passado
Recordações que deixei
São coisas muito pesadas
Que foram ficando por onde andei
24 e 25. 06. 04
Danvieira
Saturday, June 2, 2007
A MÚSICA

A Música do meu coração
A Música do meu amor
São Músicas da minha paixão
Tocadas com todo rigor
II
A Música dos ricos
E dos pobres também
São músicas dos altos picos
Que se elevam muito bem
III
A febre à nossa música
E mais um soar de um violão
Torna a música muito mais rica
Quando se toca no seu bordão
IV
Ao sentir o som de um piano
Com o seu solo delirante
É um prazer ofegante
Como o amor duma amante
V
Também a música dos pastores
Embalados nos sonhos de amor
Como sentem aqueles cantores
Gritando com todo calor
VI
Ainda a música dos artistas
Que dali das suas pistas
Soltam sons dos seus lábios
Como os gatões com seus mios
VII
A música dos jovens da Escola
Com os adultos à sua orla
São valores históricos da viola
Que ficam por aí à sua volta
VIII
Os sons das mornas e coladeiras
Dos funanás aos batuques
São músicas bem verdadeiras
Que se ouvem com grandes destaque
IX
A música num grande salão
Para dançar com bom par
Sem pensar em maldição
Todos ficam ali a pasmar
X
Os sons das violas e violões
Das guitarras aos acordeões
Do bandolim, cavaquinho e da gaita
São coisas da nossa malta
XI
Ao terminar essa história,
Como todos obteram a vitória
Fico na minha alegoria
Sabendo que vão para Glória
Danvy, 27/07/06
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